lundi 25 juillet 2011

Comprar casa para morar ou alugar pode ser um bom negócio


Mercado imobiliário chegou ao equilíbrio, mas demanda e crédito devem manter preços em leve alta, dizem especialistas

Olívia Alonso, iG São Paulo 25/07/2011 05:32



Em diversas cidades brasileiras, o aumento dos preços dos imóveis virou conversa de bar. “Quando encontrava os amigos, alguém acabava comentando sobre a vontade de mudar de casa ou de comprar um apartamento e reclamava dos preços altos em diversas cidades,” diz a economista Rafaela Laguna, de 30 anos. De fato, os preços de casas e apartamentos subiram em várias regiões do Brasil, puxados principalmente pelo fácil acesso ao crédito e o crescimento econômico do País. Mas, agora que o momento de disparada passou, as perguntas são outras: “Será que os preços vão continuar subinto tanto? Esse é um bom momento para comprar imóveis?”.
Para especialistas, o mercado imobiliário brasileiro chegou a um equilíbrio. “Atingimos patamares de comercialização equilibrados com a situação do País e a níveis de preços equilibrados com o bolso do consumidor,” afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP. Depois do forte crescimento do setor em 2010, agora o momento é de acomodação, acrescenta Ricardo Almeida, professor de Finanças do Insper. Segundo ele, isso é resultado dos esforços do governo para a contenção do crédito na economia para o controle da inflação. “Os preços dos imóveis sobem conforme a concessão de crédito,” afirma.
A acomodação do mercado imobiliário não quer dizer, entretanto, que os preços vão cair. Assim, não vale a pena ficar esperando uma bolha para comprar o tão sonhado apartamento. “Quem ficar esperando uma bolha estourar por quatro anos, terá morado mal por quatro anos,” diz Almeida.
Também pode valer a pena, em alguns casos, comprar um segundo imóvel para alugar para terceiros e ter uma renda extra, ou então pensando na aposentadoria, segundo os especilistas. "Muitas pessoas se sentem confortáveis em aplicar em bens tangíveis, como os imóveis, então, nestes casos, pode ser uma boa compra," diz Nélson de Souza, professor de Finanças do Ibmec.

Por outro lado, não é aconselhável comprar imóveis como especulação, com o objetivo de vender e ganhar dinheiro com uma eventual valorização. Na avaliação dos especialistas, há melhores opções de investimento, como por exemplo os fundos imobiliários, títulos doTesouro Direto, ou mesmo ações na bolsa de valores. "A menos que o investidor perceba que há uma boa expectativa de crescimento na região do imóvel, não creio que terá uma valorização muito expressiva," afirma Souza.
A expectativa dos especialistas é que os valores dos imóveis acompanhem a inflação de agora em diante. “Devem subir um pouco acima, como tradicionalmente acontece no mercado de imóveis. Será uma acomodação direcionada para cima,” afirma Crestana.
Preços em leve alta
A queda dos preços não deverá acontecer, segundo os especialistas, porque ainda há crédito disponível, - apesar da desaceleração - a um valor acessível. “É possível tomar dinheiro a uma taxa de juros de 9% ao ano e, ao mesmo tempo, investir parte do capital e obter um rendimento de 10% ao ano,” diz Souza.
Além disso, as construtoras seguem fazendo lançamentos e também há uma grande procura por novas casas. O que deve continuar puxando a demanda, segundo os especialistas, é o “desejo da casa própria”. “Há milhares de famílias brasileiras sedentas por bons imóveis,” diz Almeida. “O sonho de morar bem é prioridade para a maioria dos brasileiros,” acrescenta Crestana.
Segundo o presidente do Secovi-SP, cerca de 80% dos imóveis novos brasileiros valem entre R$ 150 e R$ 300 mil. Nesta faixa, há um enorme deficit habitacional no País, estimado em cerca de 6 milhões de unidades. “Uma parte são pessoas que moram inadequadamente e uma parte em coabitação, que são aquelas que vivem com parentes ou amigos,” diz Crestana.
Os especialistas descartam também que haverá uma grande oferta de imóveis de investidores que tenham comprado apartamentos esperando um ganho com valorização. “Quem compra para investir está no topo da pirâmide. São pessoas que geralmente não têm pressa para vender e, ainda que vendam sem grandes ganhos, de forma alguma caracterizam uma tendência,” diz Crestana. “Em geral, a pessoa física reluta muito para vender um imóvel com prejuízo,” acrescenta Almeida.Além deste deficit, cerca de 1,2 milhão de novas famílias demandam novas residências todos os anos. Como os números são grandes, durante muitos anos ainda haverá um saldo habitacional deficitário no Brasil, segundo os especialistas. “A minha expectativa é que o País consiga fornecer casas para os novos (1,2 milhão) e, aos poucos, cobrir essa falta. Calculo entre 6% e 8% ao ano,” diz Crestana. Assim, serão necessários pelo menos 10 anos para zerar a conta.
Pós-boom
Desde a crise de 2008, o governo passou a adotar práticas de conceder mais crédito. No passado, os bancos estatais facilitaram ainda mais os empréstimos para fins imobiliários, tanto para construtoras, como para compradores, segundo o professor do Insper. “O crédito subiu de algo em torno de 18% [do Produto Interno Bruto – PIB] em 2004 para perto de 45% em 2010,” diz Almeida.
O presidente do Secovi acrescenta que 2010 foi o ano em que as empresas voltaram a oferecer muitos imóveis – depois de terem reduzido as obras e cortado equipes após a crise de 2008. “As famílias voltaram a querer comprar e as empresas, por sua vez, viram que as consequências da crise não seriam tão sérias e voltaram a construir,” diz Crestana.
Em 2011, no entanto, a preocupação com a inflação entrou em cena e a situação mudou. A regra passou a ser a tentativa de desaceleração da economia. “Já estamos vendo um crescimento menor do crédito,” comenta Almeida. O mercado imobiliário refletiu a mudança.
Em São Paulo, por exemplo, o número de vendas de imóveis novos caiu 34,3% nos primeiros cinco meses de 2011 em relação ao mesmo período de 2010, segundo dados do Secovi-SP. Enquanto isso, o número de lançamentos cresceu apenas 0,8% na mesma comparação.
Regiões
Os especialistas acrescentam que, apesar de ser possível identificar uma tendência de acomodação com leve alta no mercado imobiliário brasileiro, cada região tem suas particularidades. Assim, sempre é possível que investidores encontrem seus “achados”, e consigam comprar imóveis que terão valorizações altíssimas em pouco tempo. "É preciso ver a tendência da cidade, do bairro. Há regiões, como nos Jardins, em São Paulo, em que há vetores de crescimento," diz Souza.
“Em alguns lugares, ainda há espaço para os valores dos imóveis subirem com mais intensidade,” acrescenta. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, vive um momento diferente das outras capitais brasileiras em função dos Jogos Olímpicos de 2016, que acabam causando um alvoroço no mercado, segundo o professor do Ibmec. “Além disso, diversas empresas estão comprando imóveis para seus executivos, o que também contribui para elevar os preços na capital carioca”.
Ao mesmo tempo, também pode acontecer uma queda de preços em algum local. “Em alguma cidade que tenha a economia muito concentrada em alguma atividade específica, por exemplo, é possível que o desaquecimento desta atividade pressione o mercado imobiliário”, diz Almeida, do Insper. Outro exemplo de particularidade é Goiânia. A capital de Goiás teve um processo de valorização imobiliária um pouco mais atrasado e ainda poderá vivenciar uma alta de preços.

lundi 3 janvier 2011

Au Brésil, Dilma Rousseff veut éradiquer la pauvreté

Par Lamia Oualalou
02/01/2011 | Mise à jour : 19:13




Investie ce week-end, elle est la première femme présidente d'un pays à la croissance phénoménale. 

De notre correspondante à Rio de Janeiro
Comme à l'accoutumée, Luiz Inacio Lula da Silva n'a pas caché ses larmes. Le président sortant, qui a remis samedi à Brasília l'écharpe présidentielle à sa dauphine Dilma Rousseff, avait les yeux rouges lorsqu'il a défié les services de sécurité en plongeant dans la foule, qui l'a accueilli au cri de «Lula, guerrier du peuple brésilien !».
Quelques minutes plus tôt, la nouvelle chef d'État avait bousculé le protocole en le raccompagnant à sa voiture, suivie par plusieurs membres du gouvernement. Tous voulaient serrer dans leurs bras celui qui quitte le pouvoir avec une popularité de 87%, du jamais vu dans l'histoire du pays.


Crédits photo : Silvia Izquierdo/AP

En devenant la 40e présidente du Brésil, la sixième depuis le rétablissement de la démocratie en 1985, Dilma Rousseff, pourtant réputée dure, s'est laissée gagner par l'émotion. Celle d'abord d'être la première femme à accéder au plus haut poste de l'État brésilien - elle est arrivée à la cérémonie entourée d'un service de sécurité exclusivement féminin - huit ans après l'élection d'un ouvrier métallurgiste. Dans son discours d'investiture, celle qui fut le bras droit de Lula depuis 2005 a loué son bilan, promettant la «continuité», et revendiquant même l'aide de son charismatique prédécesseur. «Malgré son départ, Lula sera avec nous », a-t-elle lancé à la foule.
Parmi les 37 ministres présentés dans la foulée, dix l'étaient déjà dans le gouvernement sortant, dont Guido Mantega, le titulaire des Finances. La continuité devrait être de mise sur le terrain diplomatique, avec une volonté affichée de discuter avec tous. Dilma Rousseff l'a prouvé en réservant un accueil aussi chaleureux à la secrétaire d'État américaine Hillary Clinton qu'au président vénézuélien Hugo Chavez, bête noire des États-Unis. La France était représentée par le ministre de la Défense, Alain Juppé.
Outre la difficulté de sortir de l'ombre de Lula, Dilma Rousseff doit affronter le défi de maintenir la situation économique très favorable dont elle hérite. La croissance brésilienne a atteint 7,6 % en 2010, la consommation interne explose et le chômage est au plus bas.

« Gouverner pour tous»


Le succès a un revers : le Brésil capte de plus en plus de capitaux étrangers, qu'il s'agisse d'investissements directs (45 milliards de dollars attendus cette année) ou de fonds spéculatifs attirés par une Bourse exubérante et par des taux d'intérêts parmi les plus élevés du monde. Ce flux de devises a pour conséquence de valoriser le real, la monnaie brésilienne, au point de menacer les exportations, en particulier industrielles. Lula accuse les États-Unis et la Chine de favoriser une «guerre des monnaies» dommageable à l'économie brésilienne.
Autre menace découlant du dynamisme économique, l'inflation. Bien que sous contrôle (à 5,4 %), elle reste une préoccupation centrale pour la nouvelle administration. Dilma Rousseff a aussi annoncé son intention de travailler à l'amélioration de la santé et de l'éducation publique, et de continuer à réduire les inégalités dans la huitième économie mondiale. Si trente millions de personnes se sont hissées dans la classe moyenne, il reste encore beaucoup à faire. « Ma lutte la plus obstinée sera l'éradication de la pauvreté extrême», source de «honte», a déclaré la nouvelle présidente devant le Congrès, provoquant une salve d'acclamations : «Dilma, Dilma, Dilma ! ». «Mon engagement est le suivant : honorer les femmes, protéger les plus fragiles, et gouverner pour tous », a résumé l'ex-guérilléra de 63 ans, en dédiant sa victoire à ses compagnons d'armes tombés dans la lutte contre la dictature. À l'aube de son mandat, la nouvelle présidente bénéficie de l'optimisme des Brésiliens : 69 % de la population pensent qu'elle fera un gouvernement «bon» ou «excellent».

vendredi 3 décembre 2010

International Property Awards 2010

If you are wishing to find the ultimate in rental accommodation, real estate and property management, where better to look than the winners’ list of a highly acclaimed industry competition? The results of the Americas Property Awards in association with Bloomberg Television have just been announced, putting an elite number of leading companies firmly in the global limelight.


One of these rightly proud winners is Rio Exclusive which has won 3 awards - Best Lettings Agency in the Americas, Best Lettings Agency in Brazil & Best Real Estate Agency in Brazil.


Rio Exclusive, along with the other winners, were invited to attend a high profile property networking event and gala dinner at the Royal Lancaster Hotel in Hyde Park, London on November 26th and 27th during which time Rio Exclusive was featured as a winner and accepted our awards. The event is part of the International Property Awards, the world’s most prestigious competition dedicated to finding the best real estate professionals across the globe. The fact that Rio Exclusive has won not only one, but 3 of these coveted awards is proof that Brazil is not only capable of competing at this level but also triumphing within the highly competitive Americas’ property arena.


Much of the judging has been carried out by the International Property Awards’ esteemed panel of judges at the London offices of Bloomberg Television but entries were also outsourced to leading experts in each particular field throughout the world. This year’ s judges included Luke McKend, industry head property markets of Google UK; Peter Bolton King, group chief executive of the National Federation of Property Professionals; Christopher Hall, president elect of FIABCI; Thijs Stoffer, International Consortium of Real Estate Agents Association (ICREA); Fiona Nixon, chairman of the Australia Institute of Architects, Hendrik Nelde, president of FIABCI Belgium; Helen Shield, editor-in-chief of International Homes Luxury Collection magazine and Sven Johns, CEO of the German Real Estate Association.


It is with pleasure that we accept our awards, as we strongly believe in customer service and finding the right property for the right client, whether that is a rental property or a client looking to invest in a new property. We continually strive to ensure that Rio Exclusive exemplifies professionalism, dedication to our clients and a passion for our work.


http://www.residentialpropertyawards.net/index.php/Americas/Winners/2010-Best-Lettings-Agency.html

lundi 1 novembre 2010

Dilma Rousseff, première femme présidente du Brésil

Après avoir voté, dimanche, à Porto Alegre (sud du Brésil), la candidate Dilma Rousseff est saluée par des supporteurs.
Après avoir voté, dimanche, à Porto Alegre (sud du Brésil), la candidate Dilma Rousseff est saluée par des supporteurs. Crédits photo : Nabor Goulart/AP

La dauphine de Lula l'emporte avec près de 56% des suffrages. En larmes, elle a promis de poursuivre l'oeuvre de Lula.

Le pari fou du président sortant Luiz Inacio Lula da Silva vient d'être gagné : Dilma Rousseff est devenue ce dimanche la première femme présidente du Brésil, une performance d'autant plus remarquable que l'ex-chef de la Maison Civile - équivalent de premier ministre - n'avait jamais auparavant brigué le moindre mandat. La candidate du Parti des Travailleurs (PT) l'emporte avec 55,59% des suffrages - à partir de 94% des bulletins dépouillés - contre 44,41% pour son adversaire José Serra, du Parti de la Sociale Démocratie Brésilienne (PSDB), soit plus de 10 millions de votes de différence.

A Sao Paulo, ils étaient des centaines à célébrer la victoire de l'héritière de Lula.
A Sao Paulo, ils étaient des centaines à célébrer la victoire de l'héritière de Lula. Crédits photo : NELSON ALMEIDA/AFP

Au chant de «olé, olé, olé, ola, Dilma, Dilma!», des milliers de sympathisants et de militants enthousiastes ont envahi les rues des principales villes du Brésil pour fêter la victoire de l'héritière de Lula. Après avoir remercié «avec beaucoup d'émotion» Lula, la présidente élue a affirmé: «je frapperai souvent à sa porte et je sais quelle sera toujours ouverte».«La tâche de lui succéder est difficle et représente un défi mais je saurai honorer cet héritage et amplifier son travail», a-t-elle assuré devant ses partisans réunis dans un grand hôtel de Brasilia. Elle a ainsi réitéré son «engagement fondamental: l'éradication de la misère pour tous les Brésiliens et les Brésiliennes». «Nous ne pourrons avoir de repos tant que des Brésiliens souffriront de la faim», a-t-elle ajouté.
Au soir de sa victoire et à l'issue d'une campagne électorale riche en attaques personnelles, Dilma Rousseff s'est voulue conciliante avec l'opposition et a déclaré lui «tendre la main» en appelant à «l'union». Plus tard dans la soirée, son adversaire José Serra l'a félicitée mais s'est abstenu de saisir la main tendue. «Pour ceux qui nous imaginaient vaincus, nous ne faisons que commencer la lutte véritable», a dit l'ancien gouverneur de Sao Paulo.

Clivage


Les Brésiliens, dans leur ensemble, ont délivré un message de continuité, résultat de la popularité du gouvernement de Lula, qui quitte le pouvoir avec 82% d'opinions positives. L'élection de Dilma Rousseff marque toutefois une nette polarisation, entre les plus pauvres et les plus riches. «Il suffit d'entrer dans un restaurant fréquenté par la classe moyenne pour voir palper ce phénomène : ceux qui sont assis votent Serra, ceux qui sont debout et font le service votent Dilma », résume André Singer, politologue à l'université de Sao Paulo.
Géographiquement, le clivage est net. Le Brésil est littéralement coupé en deux, rouge au nord (la couleur du PT) et bleu au sud (couleur du PSDB). Dilma Rousseff l'emporte avec des scores de maréchaux dans les Etats du Nordeste, les plus pauvres du pays. Les habitants de Bahia ont voté à plus de 70% pour elle, ceux du Pernambuco, l'Etat natal de Lula, à 75%, alors que dans le Maranhao, cette proportion grimpe à 78%. C'est le Nordeste qui a le plus profité des politiques sociales du président sortant, Luiz Inacio Lula da Silva. La coïncidence est frappante avec Bolsa Familia, l'allocation versée aux douze millions de foyers les plus démunis. Dans l'Etat du Maranhao, ce transfert de revenu concerne 54% de la population.
Inversement, José Serra s'impose dans l'Etat de Sao Paulo, ainsi que dans les Etats du Sud, les plus riches. A Santa Catarina, où moins de 10% des habitants sont éligibles à Bolsa Familia, plus de 56% des Brésiliens ont choisi le candidat de l'opposition. «Cette corrélation ne suffit pas à affirmer que ces personnes ont voté Dilma seulement parce qu'elles ont reçu Bolsa Familia», alerte Marcelo Neri, économiste à la Fondation Getulio Vargas, en soulignant qu'il s'agit d'un programme structurel, installé depuis des années, et non plus d'un «cadeau électoral» comme les gouvernements avaient l'habitude d'en faire. « Par ailleurs, le Nordeste a connu un taux de croissance à la chinoise, et une hausse du revenu par tête de 7,3 % par an, contre 5,3 % par an dans le reste du pays», dit-il.

Son mandat débutera le 1er janvier


Le clivage nord/sud et pauvres/riches est récent dans le paysage électoral brésilien. En 1989, 1994 et 1998, Lula a perdu en partie parce qu'il ne parvenait pas à séduire les plus défavorisés. Il symbolisait l'aventurisme et le conflit social, dont ils se percevaient comme les principales victimes, notamment à travers l'inflation «C'est en 2006 que cela bascule, après que la question sociale est devenue un des axes du gouvernement de Lula», analyse André Singer. Depuis, les pauvres en général, et notamment dans le Nordeste, votent pour lui, par affection, reconnaissance et identification.
Aujourd'hui, pour ces mêmes raisons, ils ont suivi ses recommandations en votant massivement Dilma. Cette identification a des effets pervers. Les médias ont tellement répété que Lula et Dilma étaient en tête dans le Nordeste que les électeurs du Sud, dont le niveau de revenu et d'instruction est plus élevé, ne se reconnaissent pas dans cet électorat et «choisissent son adversaire, accentuant plus encore le clivage entre classes sociales», estime Stéphane Monclaire, politologue spécialiste du Brésil à la Sorbonne-Paris I. Même si le Sud et le Sud-Est ont profité de la croissance des huit dernières années - Rio de Janeiro, Belo Horizonte et Porto Alegre se trouvent dans une situation de plein-emploi - leurs références culturelles, parfois non dénuées de préjugés racistes à l'égard des Nordestins, les éloignent du discours de Lula et Dilma.
Bien que son score soit inférieur à ceux enregistrés par Lula en 2002 et 2006 (plus de 60%), la nouvelle présidente élue - elle ne prendra ses fonctions que le 1er janvier - bénéficiera d'une franche majorité au Sénat et à l'Assemblée, qui devrait l'aider à compenser, en partie, le charisme du président sortant.
http://www.lefigaro.fr/international/2010/10/31/01003-20101031ARTFIG00224-dilma-rousseff-premiere-femme-presidente-du-bresil.php

Par Lamia Oualalou

samedi 30 octobre 2010

Brazil finds massive oil field


President Lula da Silva with his hands dirty with oil on a Petrobras platform in the Tupi field, 28 October 2010Outgoing president Lula says oil will help Brazil eradicate poverty
A newly-tapped oil field off the coast of Brazil could contain up to 15 billion barrels of oil, officials say.
Brazil's national petroleum agency said the Libra field most probably held around 8 billion barrels.
That matches the size of the giant Tupi oil field, whose discovery in 2007 drew attention to Brazil's potential as a major oil producer.
If the 15 billion barrel figure were confirmed it would double Brazil's known oil reserves.
It would also be the biggest oil field discovered in the Americas since 1976, when Mexico found the giant Cantarell field in the Gulf of Mexico.
The Libra exploratory well is located 183km (114 miles) offshore from Rio de Janeiro.
"The volume of recoverable oil belonging to the nation could vary from 3.7 billion to 15 billion barrels, with the most likely estimate being 7.9 billion barrels," the national petroleum agency (ANP) said in a statement.
Brazil has discovered billions of barrels of oil in the last few years, mostly in deep, pre salt fields off its south-eastern coast.
The discoveries should make Brazil one of the world's top 10 oil producers.
Outgoing President Luiz Inacio Lula da Silva has said future oil revenues will be used to eradicate poverty and invest in education and technology.
In September the Brazilian oil company Petrobras, which is partly owned by the state, raised $70bn (£44.7bn) to develop the new fields in the world's largest ever public share offering.

vendredi 22 octobre 2010

Brazil's real estate market beckons investors


Rich resources and a growing economy make buying property in the South American country attractive for people in the Gulf

  • By Nicole Walter, Senior Reporter
  • October 22, 2010
Strong market
  • Rio de Janeiro. The middle-income class can afford homes of $100,000 to $300,000 and these are being snapped up in Rio de Janeiro.
  • Image Credit: Getty Images

Dubai:  The World Cup 2014 and the Olympics 2016 may seem far away but GCC investors recognise that now is the time to get into the country's real estate sector.
"The country is very high on our agenda for investments," said Rakesh Patnaik, executive director real estate, TFI, subsidiary of Barwa Bank Qatar.
"As GCC investors we see the World Cup and Olympics as very positive for value creation, which starts now and can only go up until the events take place," he added.
Brazil has a strong case besides the major events taking place in its country. As Patnaik said, out of every $10 (Dh36.7) of foreign direct investment (FDI) into Latin America, $8 flows into Brazil.
The country's size, rich natural resources, and varied economy have made it a major player on the global scene. Coupled with political stability and a clear economic policy, which has succeeded in lifting many into the middle and upper-middle class, the country looks like a low risk investment as well.
Presidential elections are in full swing, but André Gutierrez Pereira, head of urban development, technical advisory, Sao Paulo City Hall denied any notions they could imply change for investors.
"The laws, such as for the financial market, have been stable for the last 15 years. Whoever wins is likely to implement the same policies as they have proven successful over the last couple of years," he said.
Investor sentiment
Paulo Gomes, chief strategy officer, Pramerica Real Estate Investors Latin America confirmed the sentiment as an investor. "These are major elections but different from other times. The outcome this time will be almost a non-event for the financial markets. There may be a slight change in policies but nothing major," he said.
The seeds for a sustainable property sector have been sown. "The President has helped a lot of low income earners to move into the high income bracket, and they want new homes and a new life, so a lot of housing is needed," Cecilia Reinaldo, managing director, Fine & Country, Middle East, told Gulf News.
The middle-income class can afford homes of $100,000 to $300,000 and these are being snapped up in Rio de Janeiro, for example. It isn't about flipping property but a stable rental income.
"We're focusing on projects around the Olympic Games. Most of the off-plan properties in Downtown Rio are sold out as the local demand is very real. In Dubai we're offering more of an education as there is a lot of curiosity about buying property in Brazil. We have quite a few clients based in the DIFC," said Reinaldo.
A two-bedroom apartment close to the Olympic Village and beach starts at $170,000 and can yield yearly rental returns of 12 to 15 per cent. "We deal with local developers in Rio de Janeiro. An investment offered needs to be sensible, some foreign developers promise up to 200 per cent returns and that is simply not real," Reinaldo said.
The government keeps an eye on property ownership. In Brazil one needs to have the National Taxpayer Registration (CPF) number, the main citizen identification document in Brazil to buy and own.
"You can get a CPF number as a foreigner. It assures sustainability on the legal side. One can't just run away with the money, but the consumer is protected. Equally any reservation form issued by a developer is a 10 page document explaining all the details of the property," Reinaldo added.
Larger scale
Real estate investments on a larger scale can be found in Sao Paulo, the country's financial centre, a significant research and development as well as major logistic hub for South America. And with 22 million people contributing 30 per cent to Brazil's GDP living in this mammoth city the demand for real estate is constantly rising.
"Urban growth is a big challenge for us, all the jobs are in the downtown area causing traffic jams with thousands of people commuting daily from the suburbs," said Gutierrez Pereira.
We got rid of most of the slums but there are social problems in the suburbs, where we plan to provide jobs and transport and at the same time we have to conserve the greenbelt of the city, he added. "The trick to lure investors into these areas is dishing out fiscal incentives," he added.
As far as other major centres in Brazil are concerned, Gutierrez Pereira said, in particular the middle and south of the country needed more retail and hospitality offerings.
"We're very much interested in what's happening in all major cities, there are two dozens of them in Brazil. We take a long-term view and participate in all segments of real estate from industrial to housing," said Gomes. Reinaldo warns that although Brazil is ticking all the boxes, such as expectations that economic growth will continue, nothing in life is forever.
Foreigners
"One needs to be able to get out and I fear projects, like land plots sold in the north-east by foreigners could suffer," she said.
Patnaik sees his exit strategy in Sao Paulo's stock exchange. "We invest in US dollars and the exchange rate with the Brazilian real is very positive. The currency is good for an exit strategy. The country has a very active stock market and that creates opportunities to exit via a listing strategy."
Although Brazil's strong FDI certainly helps, Gomes pointed to the growing internal consumer base and active investor strength, strong pension funds, retail and stock markets.
"All of that helps exits in the real estate market whether malls, offices the exit strategy is clear," he said.



http://gulfnews.com/business/property/international/brazil-39-s-real-estate-market-beckons-investors-1.700092